terça-feira, 3 de julho de 2012

João em S.Martinho


João Nuno com 3 aninhos

Mensagens para os Avós

Perguntaram a uma menina de nove anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu: – Eu gostaria de ser avó! Ao ser interrogada sobre o porquê dessa idéia, ela completou: - Porque os avós escutam, compreendem. E, além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles. E a menina continuou: - Uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos. Ela gosta dos filhos dos outros. Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos. Os avós não fazem nada, e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal. Nos levam ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar. Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros. Eles contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias da Bíblia, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas. Passem conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume. Avós nunca dizem “depressa, já pra cama” ou “se não fizer logo, vai ficar de castigo”. Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas. Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem: “menino, não vê que estou ocupado?” Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende. Os avós sabem um bocado de coisas. Eles não falam com a gente como se nós fôssemos bobos. Nem se referem a nós com expressões tipo “que gracinha!”, como fazem algumas visitas. O colo dos avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste. Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós.

A.D.

Mãe Avó

Avó Mizé c/João Nuno, Meita, Zé e Bruno

Mãe Avó

Você a grande amiga,
que nos dá a sua mão na infância
e caminha com a gente pela vida,
dando-nos sem nenhuma exigência
sua ternura e compreensão.
Lembra-mo-nos de você, mãe primeira,
com seus afagos, seus risos, brincadeiras,
não só beijos mas também repreendas,
sabendo ouvir, compreender
nossa acanhada ou atrevida confidência
que nascem na meninice ou adolescência.
Você, vovó, nossa mão amiga,
que volta ao tempo e se faz entendida
de nossos diálogos infantis,
das nossas falas e eloquências.
Vovó, aqui estamos, hoje, todos para lhe dizer
do nosso AMOR, DO NOSSO CARINHO
E DE NOSSA ETERNA GRATIDÃO
Feliz dia das Mães, Vovó, por natureza,
nossa mãe duas vezes.
Muito mais que isso, mulher, companheira
com seu jeito de moça faceira
que em idos anos conquistou o nosso avô.
O tempo passa e a idade chega,
deixando com certeza sua marca
mas não esmoreceu o seu amor
e nós somos os mais finos galhos
desta sua frondosa árvore família
e queremos ser seu apoio, seus atalhos
onde encontrará sempre um abraço
de nosso braços cheios de amor.

Regina Célia

segunda-feira, 2 de julho de 2012

João Nuno... Minha Doçura!!!

Na vida temos o mundo a descobrir, a amizade para se conquistar, a felicidade para sorrir, a sinceridade para passar adiante... mas se não tivéssemos um amor sincero para dar e receber... amor e carinho para ser feliz... o que seria do mundo? nada! o amor em minha vida é tudo e eu sem o meu grande amor nada sou! obrigado João Nuno minha vida! TE AMO!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Criança


Tu, criança

És a doce lembrança

De um mundo de esperança

Ainda por fazer

Basta o teu querer

Para o melhor acontecer

Aprendes no teu brincar

As palavras a cantar

Os números a dançar

Com um pau de giz

Escreves o que a alma diz

E assim és feliz

Quando vês um papel

Fazes dos dedos, pincel

Inventando um carrossel

Vejo-te brincar ao pião

Segurando o teu balão

Dando asas à imaginação

Adoro ver-te sempre sorrir

Tens a beleza do Sol a luzir

O fascínio da Lua a dormir

E é esse teu ar inocente

Que me faz ir em frente

Tu, criança, és o meu presente!

Cristina Russo

terça-feira, 29 de maio de 2012

O riso de uma criança

Imagem by net
O riso de uma criança
Alegra o meu coração
A sua doce inocência
Tem para mim um condão

Ver os seus primeiros passos
Acompanhar sua infância
Segura-la entre meus braços
Quanto te amo criança

Ver seus olhos a brilhar
De alegria e prazer
Para do mal a guardar
Vamos para ela viver

Quando reina a harmonia
Mesmo ouvido á distancia
Nada iguala em alegra
O riso de uma criança

Jorge Caraça

A senhora já é vovó?


Imagem by Dialektus


A senhora já é vovó?

O neto é um filho com quem se relaciona sem ansiedade.

É suave, é bom, é benfazejo esse amar solto e compreensivo, sem a aflição e as dúvidas de quem educa diretamente, com os pais. Tudo isso em um tempo no qual já se está a compreender muito melhor a vida, a alma infantil, tendo aprendido a ler sutilezas de caráter e comportamento que os pais nem sempre percebem.

Ver e orientar sem que o neto se ressinta. E sem especiais compromissos com ter que acertar. Ah a maravilha de compreender a aflição de uma criança e saber aplacá-la com calma e doçura! E no entanto, toda essa sabedoria, superioridade e segurança dissipa-se no instante em que o neto ou neta nos devolvem alguma manifestação de amor ou gratidão. Derretemo-nos como sorvete num sol de 40 graus.

Os netos nos tornam filosóficos. Diante deles, suas brincadeiras e as marcas de semelhanças esparsas conosco ou outros ancestrais, que aos poucos vão ficando claras, medita-se sobre si mesmo, somos ainda mais gratos a nossos pais e avós, melhor compreendemos nosso papel nesta vida.

Cessam paixões e opiniões que ás vezes nos levam a discussões ou a defesas acentuadas de pontos de vista, tudo cessa diante do mistério da procriação ali patente, diante de nós e se infiltra na alma a suave sensação de missão biológica cumprida.

O grande segredo da vida é a compreensão. Compreender é muito difícil. Em geral, interpomos as nossas crenças e opiniões entre nós e os outros, fechando-nos para esse novo que é receber o que nos chegue da vida sem classificar, com a alma aberta. A idade traz compreensão à custa de experiências vividas e sofridas.

Difícil, com os netos é a dor que se mistura ao sabor da convivência, quando se vão para casa. A gente vê um bichinho daqueles amarrado na cadeira que fica no banco de trás do carro do filho. E o carro parte para um desconhecido onde existe uma cidade agressiva, um mundo de guerra e intolerância. E enquanto perdura o perfume de alma que os netos ou netas nos deixam, paradoxalmente a gente se sente muito mais só do que o habitual. Pululam pensamentos dolorosos quê fazer?- sobre se teremos ainda muitos anos com eles, podendo vê-los crescer, ou se alguma trama do destino nos espreita (ou a eles) para levar da vida antes da hora.
Ah os netos! Quantas lições!

Artur da Távola

quinta-feira, 17 de maio de 2012

" Quando as crianças brincam "


































Imagem by Groshev'den

Quando as crianças brincam
E eu as ouço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.
E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.

Fernando Pessoa